Bancada federal amazonense gasta mais de R$ 7 milhões em ano de pandemia

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A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.

*Da Revista Cenarium

A bancada federal amazonense desembolsou mais de R$7 milhões para cobrir gastos dos senadores e deputados federais do Amazonas com almoxarifado, combustíveis, correspondências, gráfica, passagens, telefone e verbas de indenização do exercício parlamentar neste ano de 2020.

É o que aponta um levantamento da CENARIUM com base no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados e Senado. Com o ano parlamentar ainda não finalizado, os números até dezembro devem acumular. Além desses gastos, cada senador e deputado federal conta com um salário de R$ 33.763,00 por mês.

Líder de gastos no Senado

Eduardo Braga (MDB) foi o senador que mais gastou neste ano, com acúmulo de R$ 329.163,73. Ele é seguido por Plínio Valério (PSDB) com R$ 268.801,52(PSD). Fechando o ranking está Omar Aziz (PSD), gastando R$ 70.178,58.

Líder de gastos na Câmara

Quem lidera o ranking dos deputados federais com mais recurso utilizado este ano é Silas Câmara (Republicanos), com R$ 1.447.545,62. Marcelo Ramos (PL) vem em segundo com gastos de R$ 1.426.629, 04.

Seguidos de Sidney Leite (PSD), com gastos de R$ 1.345.079,96; José Ricardo (PT), com R$ 1.301.507,04; Pablo Olíva (PSL) com R$ 171.688,29; Átila Lins R$ 1.223.562,06. O último da lista é Capitão Alberto Neto (Republicanos) tendo gastado R$ 972.703,11 da verba parlamentar.

O que dizem os senadores?

Por meio da assessoria de comunicação, Eduardo Braga afirma que deu continuidade às atividades mesmo após a decretação da pandemia de Covid-19. “Os gabinetes do Senado e de Manaus permaneceram em funcionamento, havendo ainda uma redução de, aproximadamente, R$ 200 mil em relação aos custos registrados em 2019”, finalizou a nota.

Já Plínio Valério falou que é possível “reduzir os gastos”, mas lembrou que cada parlamentar tem um modo de “fazer política” e que isso deve ser levado em conta. A CENARIUM tentou contato com Omar Aziz, mas até o fechamento deste material não obteve resposta.

O que dizem os deputados?

Silas Câmara justificou seus gastos afirmando que os “desafios no interior do Amazonas são grandes”. “Como parlamentar que vai a todos os municípios e trabalha de forma ampla, mesmo na pandemia, é preciso ver in loco a aplicação dos recursos destinados para atender a população”.

Marcelo Ramos também se manifestou por meio de nota, alegando que mantém uma rotina presencial em Brasília por conta de relatorias importantes. “Foram mais de 100 milhões de reais liberados por meio de emendas para os municípios do interior do estado”, defendeu.

Já Capitão Alberto Neto explicou que o gasto da verba é de acordo com a demanda. “Este ano, devido à pandemia, muitas das atividades foram realizadas de forma diferenciada, muitas reuniões on-line, etc. Tudo isso diminuiu os investimentos em divulgação da atividade parlamentar”.

Custo do congresso

O Congresso Nacional brasileiro é uma das casas legislativas mais caras do mundo. Cada um dos 513 deputados brasileiros e dos 81 senadores custa mais de R$ 7 milhões por ano – seis vezes mais que um parlamentar francês, por exemplo.

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